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INDÚSTRIA IMOBILIÁRIA QUER ATENDER CLASSE MÉDIA E BAIXA
 
Com a injeção agressiva de recursos no mercado imobiliário pela oferta recorde de financiamento habitacional no ano passado - da ordem de R$ 20,3 bilhões - e a sinalização dos bancos de que a soma vai aumentar este ano, a indústria imobiliária se movimenta para atender à demanda das classes média e baixa. Essas duas fatias de mercado agora estão muito próximas de realizar o desejo de adquirir a casa própria.

"Esse perfil foi mal atendido nos últimos seis anos. Mas em 2007 vai haver uma recuperação do segmento, que hoje é o de maior demanda", afirma o diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia.

Até dezembro de 2006, o foco das construtoras e incorporadoras ainda era voltado para o lançamento de unidades de alto padrão. Mas, em janeiro deste ano, os primeiros sinais de mudança já foram sentidos: no mês, os lançamentos de dois dormitórios superaram os de alto padrão. A projeção é de que os apartamentos de classe média devem representar de 40% a 45% do total de unidades este ano, ante 30% no ano passado.

Segundo a Embraesp, no ano passado a cidade de São Paulo registrou recorde histórico de empreendimentos de quatro dormitórios. Ao todo, foram lançadas 9.080 unidades. O mercado de alto padrão permaneceu aquecido até o último trimestre. No período, foram lançadas 4.329 unidades de alto padrão, ante 2.607 de dois dormitórios.

Competição
A competição entre construtoras pelo cliente de classe média já começa a ser sentida nos preços. Os apartamentos estão ficando maiores, e os preços, menores. De janeiro de 2006 a janeiro de 2007, o tamanho médio desses apartamentos passou de 54 metros quadrados para 66 metros quadrados. E o preço do metro quadrado, que era de R$ 2,3 mil no ano passado, caiu para R$ 1,7 mil.

O embalo das vendas também deixa os empresários otimistas. No ano passado, a indústria imobiliária cresceu 16,98%, o maior crescimento desde a década de 80, de acordo com levantamento do Sindicato da Habitação (Secovi). Os negócios realizados somaram R$ 8,68 bilhões.

Segundo o vice-presidente de Incorporação Imobiliária do Secovi, João Crestana, quem deve movimentar o mercado em 2007 são famílias em busca do primeiro imóvel para sair do aluguel - aquelas com renda de cinco a dez salários mínimos. "Mas isso não significa que os demais segmentos deixarão de ser atendidos", ressalta.

Por ser um mercado de grandes volumes e margens menores de lucro, a maior parte da demanda deve ser suprida por grandes construtoras com experiência no segmento. "Não é uma pequena construtora que vai ser capaz de atender a essa demanda. Este é um mercado para empresas de médio porte para cima e que estejam capitalizadas", avalia Crestana.

De fato, construtoras e incorporadoras já experientes na produção de lançamentos voltados para as classes média e baixa querem ampliar sua atuação no setor este ano. "Tínhamos a visão estratégica de que no momento em que os juros do crédito imobiliário baixassem, aumentaria a demanda", afirma o diretor de relações com investidores da Klabin Segall, Eurico Magno de Carvalho.

No ano passado, a empresa destinou 26% de seu orçamento (R$ 104 milhões) a empreendimentos para renda média baixa, e 37% (R$ 150 milhões) para imóveis para a classe média. Para este ano, a Klabin Segall deve lançar empreendimentos para esses dois segmentos em áreas de revitalização e industriais, como a Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. A empresa negocia ainda terrenos no Brás, na zona leste.

Este ano, a companhia pretende manter a fatia de investimento na área, mas deve aumentar o valor absoluto. Ao todo, devem ser aplicados R$ 175 milhões em lançamentos voltados a famílias de renda média baixa e R$ 260 milhões em imóveis para o público de renda média.

A Rossi Residencial deve inverter, pela segunda vez, sua estratégia de atuação. Consolidada no ramo popular, nos últimos anos a empresa passou a competir também no alto padrão. Agora, seus interesses retornam ao segmento de origem. "Nós voltamos a olhar com uma lupa maior o mercado de baixa renda e planejamos uma atuação agressiva no ramo", diz o diretor-geral da Rossi, Leonardo Diniz. A empresa criou uma diretoria específica para isso. A idéia é aumentar a fatia de investimento, que no ano passado foi de 20%.

Além disso, a empresa planeja repetir em São Paulo um modelo de projeto de casas de 40 a 65 metros quadrados que foi sucesso de vendas na cidade de Sumaré, interior de São Paulo. Como o condomínio Vila Flora, com 3.500 unidades, espécie de bairro planejado com unidades de até R$ 110 mil.

 
 

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